Milton Baldez foi conduzido à carceragem da PCDF no sábado (30/01), apesar do crime de roubo ter sido cometido pelo irmão, no Maranhão
Um enredo que mais parece filme de Hollywood. Assim pode ser descrito o drama vivido pela família de Milton Baldez de Castro, de 48 anos. No sábado (30/01), o empresário e morador de Águas Claras foi preso sob a acusação de participação em um assalto à mão armada, ocorrido no Maranhão, em 2018.

Acontece que o autor do crime é o seu irmão, Gledilson Tonni Baldez Castro, que, ao ser preso em flagrante, na ocasião, se identificou com o nome do irmão. A partir dessa informação falsa, o processo passou a tramitar em nome de Milton.
E se não bastasse essa “confusão”, mesmo com a morte de Gledilson, tempos depois, as ações penais dos supostos crimes cometidos por Milton, no Maranhão, continuaram tramitando normalmente, o que culminou na prisão do empresário no último sábado.
Milton alega, em sua defesa, que em 2018, quando soube do caso, abriu boletim de ocorrência e requereu a correção das informações à Justiça do Maranhão, mas sem sucesso até o momento. Enquanto aguarda a solução do caso, o empresário segue preso na carceragem da PCDF.
Com decisão da juíza Lidiane Melo de Souza, da 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar, no Maranhão, Milton foi solto na noite de 02 de fevereiro. De acordo com o advogado Felipe Alexandre, a família do empresário pretende entrar com uma ação contra o Estado para pedir reparação por danos morais. “É um absurdo. Só no Brasil acontecem essas coisas”, conclui.