Com o objetivo de diminuir os custos de manutenção e o consumo de energia elétrica, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai modernizar a Estação de Tratamento de Esgoto Brasília Sul (ETE Sul) com a substituição de cinco sopradores de ar.

O investimento será de R$ 7.726.391,04 para a troca dos equipamentos e adequações necessárias às instalações. A ordem de serviço foi assinada com a previsão de conclusão das melhorias em 2022.

Os sopradores de ar atuam no sistema de aeração da ETE Sul. Nessa estação, os esgotos passam por várias etapas, entre elas as de tratamento preliminar, primário, reatores biológicos e polimento final. Essenciais ao processo de tratamento dos esgotos, os sopradores são equipamentos utilizados para fornecimento de oxigênio aos microrganismos aeróbios presentes nos reatores biológicos e.

Para o gerente de Engenharia e Desenvolvimento da Caesb, Marcos Felipe Barboza, a substituição dos sopradores da ETE Sul é importante porque os atuais equipamentos vêm operando desde quando a estação foi inaugurada, há aproximadamente 28 anos. “Os novos sopradores possuem menor custo de manutenção e melhor eficiência energética”, explica o gestor.

Capacidade

Os cinco sopradores de ar da ETE Sul serão substituídos por rolamentos por levitação magnética e alta velocidade para operação e fornecimento contínuo de ar totalmente isento de óleo. Dotados de tecnologia de ponta, esses equipamentos são adequados para o serviço industrial pesado, permitindo o controle da vazão de fornecimento de ar por inversor de frequência e otimizando o funcionamento de acordo com as variações na temperatura de entrada e na pressão diferencial.

A ETE Brasília Sul foi inaugurada em 1962 e, em 1993, teve seu processo de tratamento alterado, passando a tratar os esgotos em nível terciário. Uma das maiores estações de tratamento de esgotos da Caesb, a unidade atende a população da Asa Sul, parte da área central de Brasília, Núcleo Bandeirante, Guará I e II, Cruzeiro, Octogonal, Sudoeste, parte do Lago Sul, Riacho Fundo (Quadra QN1), SIA, parte de Águas Claras, Candangolândia, Cidade do Automóvel e Setor de Inflamáveis.

A vazão média de projeto é de 1.500 litros/segundo; atualmente, é tratada uma vazão média de 1.290 litros/segundo, índice que contribui significativamente para a proteção da qualidade da água do lago Paranoá.

*Com informações da Caesb

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