@natiribeiro95
É chegado o momento de olhar para dentro para crescer. Não há mais espaço para olhar só o outro, em constante comparação. Não há porque ser tão autocrítica ou tão impaciente consigo – nem com os outros. Cada um tem seu ritmo. A chegada do outono se aproxima e, com ela, uma verdadeira sede de crescer para dentro. “Amar ao próximo como a si mesmo” só funciona se amarmos a nós mesmos. Não há amor externo que resista sem o interno.
E amar-se significa não só se conhecer a fundo, sabendo quais são seus limites, quais seus medos, suas fraquezas, suas áreas a serem melhoradas etc, mas também se permitir errar sem se culpar pelo resto da vida. O importante é não ficar parado, mas não há porque ter pressa. O tempo dos outros é diferente do nosso, e o tempo de Deus é perfeito.
O frescor e o recolhimento: o contraste do outono. É no outono que nos preparamos para o inverno, para o silêncio. Do que precisamos nos livrar? Quando precisamos nos calar? Não é sobre florescer para todos verem, mas amadurecer por dentro. As folhas que caem são matéria fértil para o que vem por aí.
Quais as ideias e experiências já não cabem mais em nossa nova versão? Quanto mais permanecermos agarrados ao passado, mais sofreremos com as mudanças inevitáveis do outono. O convite é se conhecer. A fundo. Virtudes necessitam de tempo para serem aprimoradas. Ninguém nasce perfeito. Ninguém é perfeito. Assim como um bebê dentro do ventre materno, recluso durante nove meses, nós também precisamos de nos retirar de cena para virmos à luz novamente.
*📸 Imagem meramente ilustrativa, produzida por IA







