Por Natalia Ribeiro
Há vida entre as estações, mesmo quando parece que Brasília não tem nenhuma.
Aqui, o ipê floresce fora de hora – às vezes muito cedo, às vezes tardiamente-, o vento de agosto sopra lembranças antes da primavera, e o céu muda de cor como quem muda de humor. Talvez por isso mesmo, viver em Brasília seja um sinal de que todo tempo é tempo de mudar de estação, dentro e fora de nós.
Os antigos sabiam disso. Celebravam o solstício com danças e fogueiras, reverenciando o Sol no auge do verão e acolhendo o recolhimento do inverno como parte do mesmo ciclo sagrado. Eram ritos de passagem, momentos em que o tempo parecia suspenso e a Vida se mostrava em seu mistério mais puro. Eu adoro celebrar solstícios e equinócios.
Na Antiguidade celta, o Midsummer era tempo de agradecer à luz; no Yule, tempo de confiar no renascimento. Era o mesmo Sol, apenas em fases diferentes de um mesmo ♡.
Mas em Brasília as estações se confundem.
O sol brilha em julho, a chuva vem em outubro e o vento frio pode soprar até no meio de dezembro.
Aqui aprendemos que o tempo não cabe em calendários: ele acontece em nós.
Todas as manhãs, quando acordamos, guardam motivos para celebrarmos uma nova estação.
Há vida entre as estações, mesmo quando parece que Brasília não tem nenhuma.
Aqui, o ipê floresce fora de hora – às vezes muito cedo, às vezes tardiamente-, o vento de agosto sopra lembranças antes da primavera, e o céu muda de cor como quem muda de humor. Talvez por isso mesmo, viver em Brasília seja um sinal de que todo tempo é tempo de mudar de estação, dentro e fora de nós.
Os antigos sabiam disso. Celebravam o solstício com danças e fogueiras, reverenciando o Sol no auge do verão e acolhendo o recolhimento do inverno como parte do mesmo ciclo sagrado. Eram ritos de passagem, momentos em que o tempo parecia suspenso e a Vida se mostrava em seu mistério mais puro. Eu adoro celebrar solstícios e equinócios.
Na Antiguidade celta, o Midsummer era tempo de agradecer à luz; no Yule, tempo de confiar no renascimento. Era o mesmo Sol, apenas em fases diferentes de um mesmo ♡.
Mas em Brasília as estações se confundem.
O sol brilha em julho, a chuva vem em outubro e o vento frio pode soprar até no meio de dezembro.
Aqui aprendemos que o tempo não cabe em calendários: ele acontece em nós.
Todas as manhãs, quando acordamos, guardam motivos para celebrarmos uma nova estação.







