Advogada é acusada de chutar a porta de uma vizinha; condomínio tenta afastamento da moradora na justiça

Uma advogada de 42 anos foi acusada de chutar a porta de uma vizinha no 10º andar do Edifício Uptown Residence, na manhã de terça-feira (20/10). Segundo a moradora, o episódio ocorreu às 8h52 e deixou a estrutura perto de ceder.
A vizinha, de 30 anos, afirmou que precisou manter a porta presa com as mãos para evitar que ela caísse. “Precisei segurar a porta para impedir que ela caísse. Antes de mim, outra moradora já foi atacada com uma barra de ferro na porta, porque ela implica com esse apartamento, que fica bem de frente ao dela”, declarou.
Conflito entre vizinhos se repete no condomínio
Moradores relatam episódios recorrentes de barulho, gritos nos corredores, ameaças e conflitos no prédio. Uma moradora disse ter sido ameaçada de morte em duas ocasiões e relatou que a advogada tentou agredi-la em outro momento. “Ela já me ameaçou de morte duas vezes: uma quando eu estava saindo de casa e outra, na semana retrasada, quando passei por ela na rua. Em outra ocasião, tentou me agredir, mas meu irmão e minha mãe estavam presentes”, afirmou.
Em maio, uma moradora registrou ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia, em Águas Claras, após relatar ter sido chamada de “preta suja”. Os moradores também dizem recorrer à Polícia Militar e ao serviço de emergência médica diante dos episódios. Os relatos fazem referência a um possível quadro psiquiátrico, sem confirmação médica apresentada nos fatos.
O condomínio Edifício Uptown Residence levou à Justiça registros policiais por ameaça e injúria racial, depoimentos de moradores e vídeos. A administração afirma que multas e notificações não interromperam os conflitos e inclui no pedido de afastamento uma ocorrência de incêndio no apartamento.
Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios recusou a retirada imediata da advogada do imóvel. Na análise, o desembargador Roberto Freitas Filho considerou que uma medida desse tipo exige caráter excepcional e pediu avaliação mais detalhada sobre a gravidade e a repetição dos relatos, além do confronto entre as versões e da garantia de defesa. O pedido ainda será analisado, segundo os fatos apresentados.
O síndico questionou a demora no andamento do caso: “Tem um ponto que ninguém entende. Por que, com tantas ocorrências e ação de despejo, a Justiça não anda com as providências?”. A defesa da advogada ainda não se manifestou sobre as denúncias e o processo judicial, mas o espaço permanece aberto.







