MEC recomenda que cidades-sede alinhem férias ao período do torneio, que terá sete partidas em Brasília; Secretaria de Educação ainda prepara calendário da rede pública
O calendário escolar de 2027 poderá sofrer alterações no Distrito Federal em razão da realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa. O Ministério da Educação (MEC) recomendou que as cidades que receberão partidas do torneio organizem o período de férias escolares de forma compatível com a competição, prevista para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.
A orientação vale para redes públicas e particulares e também alcança municípios localizados em regiões metropolitanas ou em áreas de influência direta das oito cidades-sede. Além de Brasília, o torneio será realizado em Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
No Distrito Federal, a eventual mudança poderá alterar a rotina tradicional de estudantes, famílias e professores. Atualmente, o calendário costuma concentrar os 30 dias de férias em janeiro, enquanto o recesso escolar de 15 dias ocorre em julho.
Brasília receberá sete partidas
A capital federal terá participação significativa na competição. Ao todo, a Arena BRB Mané Garrincha receberá sete jogos, sendo seis pela fase de grupos e uma partida das oitavas de final.
A Copa contará com 32 seleções e 74 partidas. Por causa da movimentação relacionada ao evento, a recomendação do MEC também considera os impactos sobre municípios que não receberão jogos, mas estão próximos ou integram áreas de influência das cidades-sede.
Mudança é recomendação, não obrigação
De acordo com o MEC, os sistemas de ensino das cidades-sede poderão adaptar seus calendários para adequar as férias ao período da competição. Nos demais municípios, a decisão ficará a cargo das redes estaduais e municipais, que poderão adotar a alteração total ou parcialmente, de acordo com suas características locais.
A orientação foi formalizada após a homologação, em 8 de setembro, do Parecer CNE/CEB nº 7/2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Segundo o ministério, o documento surgiu a partir de consultas apresentadas por representantes do setor educacional e por gestores estaduais e municipais.
O MEC ressaltou que a alteração não é obrigatória. Independentemente do formato escolhido, as redes de ensino deverão cumprir os 200 dias de efetivo trabalho escolar e a carga horária mínima anual estabelecida pela legislação.
Legislação permite adaptação
O parecer considera a Lei nº 15.421/2026, relacionada à realização da Copa do Mundo Feminina, e o artigo 23, parágrafo 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
A legislação permite que o calendário escolar seja adaptado às características e necessidades locais, desde que sejam preservados os requisitos mínimos de dias letivos e carga horária. A orientação também alcança cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.
Calendário do DF ainda não foi definido
A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que o calendário escolar da rede pública para 2027 ainda está em elaboração. Segundo a pasta, as áreas técnicas responsáveis participam atualmente da construção do documento.
Após a conclusão e aprovação do calendário, a Secretaria de Educação informou que as datas serão divulgadas oficialmente por seus canais de comunicação.







