A superação por meio do esporte aparece para muitos como um novo sentido de vida e objeto de dedicação. Assim foi com o professor de educação física Califa Abud Cury Filho. Ele se reinventou como atleta e deu vida a um novo capítulo da sua história. No dia 4, Califa conquistou o ouro na categoria Paracanoagem Masculina, durante o Mundial de Canoagem Oceânica, realizado em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha.

Em 2007, o professor dos Centros de Ensino Fundamental 414 e 411, de Samambaia, sofreu um acidente de moto. Mas foi em 2016 que ele descobriu a canoagem.

“Sem dúvida, o maior desafio no esporte foi reencontrar uma modalidade que me motivasse. A canoagem salvou minha vida, pois sempre fui atleta e com a minha limitação pós-acidente eu não conseguia achar nada que me motivasse”, lembra.

Em Brasília, o Lago Paranoá virou mar para treinamento e, mesmo longe de fortes ondas, foi o primeiro palco de Cury.

A dedicação foi tanta que o destaque acabou sendo garantido: “O maior desafio deste Mundial foi a situação enfrentada em alto mar, fizemos um circuito no meio do Atlântico com correntes marítimas muito fortes e ondas vindo de todos os lados que cobriam nossos barcos. Muitos atletas não conseguiram concluir e tiveram que ser resgatados”.

Dedicação e disciplina

Com o troféu conquistado nas Ilhas Canárias, o atleta e professor fala sobre disciplina. Ele destaca a importância da dedicação e conta que procura inspirar os estudantes por meio da própria trajetória.

“É difícil explicar o que me deixa mais feliz em uma vitória. Saber que você fez o seu melhor e pode, de alguma forma, trazer um sorriso para o próximo com suas conquistas não tem preço. Saber que todo seu suor, dor e disciplina serviu de exemplo para alguém é o melhor sentimento. É como ser professor e ensinar. Muitas vezes, ficamos chateados porque alguns alunos não valorizam ou ignoram suas aulas. Mas, se apenas um de cada turma tirar algum proveito, já é motivo para se sentir vitorioso.”

Servidor do Ministério da Cidadania e da Secretaria de Educação, ele trabalha de manhã, de tarde e de noite. Cury acorda todos os dias às 4h para começar a rotina de treinos. Nos fins de semana, passa cinco horas seguidas na água e, assim, mostra como a força de vontade move barreiras.

Delegação brasiliense

A esportista Carmen Lucia da Silva, também de Brasília, foi medalha de ouro na categoria Máster Feminino.

Também fizeram parte da delegação os técnicos Paulo Salomão e Rafaela Nascimento, e os esportistas Rudah Caribe Bosi, Marcelo Bosi de Almeida, Luciano Ponce Carvalho Judice, Lais Vitoria Oliveira e Luiz Wagner Pecoraro.

O grupo viajou por meio do Compete Brasília, programa da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL).

Agência Brasília *Com informações da Secretaria de Educação

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