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Paixão

06/12/2017

| por:Natália Ribeiro

Ah, a paixão! Ela mesma… aquela que nos faz suar frio, ter tremeliques. Aquela que dispara nossos corações só de pensarmos na pessoa amada. Aquela que faz nossos olhos brilharem, que faz nossa atenção ir por água abaixo. Aquela que nos faz hiperventilar. Aquela que nos tira do eixo. Aquela que nos tira a razão. A paixão é uma coisa louca.

Mas, quem de nós, em sã consciência, não gosta de se apaixonar? De se aventurar de vez em quando. De jogar tudo para o alto e começar novamente. A paixão não precisa ser necessariamente por uma pessoa, mas também por um projeto, uma ideia. Apaixonar-se é reinventar-se a cada dia. Apaixonar-se é perceber que podemos perder o controle sem problemas. Apaixonar-se é saber que estamos vivos.

Uma vida sem paixão não vale a pena ser vivida. Uma vida sem paixão é rasa, é chata, é entediante. A paixão nos priva de uma coisa que nem mesmo deveria existir: a monotonia. Todos os dias, para quem é apaixonado, algo de novo acontece. São expectativas criadas, são medos e inseguranças ou são simplesmente sorrisos dados no meio do nada. Isso é o que a paixão é capaz de fazer com nossos corpos e mentes – e é só o começo. Os hormônios ficam à flor da pele. É ocitocina, serotonina, adrenalina… 

Todas as vezes em que me vi sem paixão – e olha que já desejei ficar sem paixão para parar de sofrer -, vi-me sem coragem para viver. Eu já não tinha mais razão para continuar caminhando. Quando passei meu primeiro dia sem paixão, ja me arrependi amargamente de ter desejado o fim dela. A vida fica muito constante, e isso é um perigo para quem quer vencer. Os vencedores gostam de desafios, gostam do desconhecido e do intrigante. E a paixão traz tudo isso e mais um pouco. 

Quando ela é por uma pessoa, então, aí é que o negócio esquenta. Dormir e acordar pensando no mesmo indivíduo. Sonhar com ele. Ter medo de não conquistá-lo. Ter medo de perdê-lo. Ter medo de tudo acabar. A boca seca. As mãos suando. Os pelos arrepiados. As borboletas no estômago. A ansiedade. Tudo faz parte. Tudo é necessário. Tudo vale a pena. Ah, a paixão!

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Natália Ribeiro

Escrito Por Natália Ribeiro

O que me fascina é o fato de poder mudar de ideia o tempo todo, sem ter vergonha disso. Sou metamorfose. Sou uma nova pessoa a cada segundo. Preciso, portanto, de reflexões sobre a vida. Não há conclusões certas ou erradas: há apenas filosofia. Vem comigo?

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