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O Amor Inacabado

Ela: você já se apaixonou ?

Ele: desculpe, o que ?

Ela: perguntei se alguma vez na vida você já se apaixonou.

Ele: é tão claro assim? está tão estampado no meu rosto? 

Ela sorri e escuta com atenção uma história de amor daquelas inacabadas que ressoam por dentro de seus protagonistas por anos a fio. Ele contou que após o termino fez o que muita gente faz : mergulhou na vida cotidiana, no trabalho e novos amores. Encontrou pessoas legais, viveu romances, casou, teve filhos, voltou a acreditar nas pessoas e a ter fé mas nunca mais esqueceu aquele amor interrompido. E muitas vezes, sem querer, ativava as lembranças daquela que havia sido seu grande amor.

É que a vida se encarrega de nos fazer lembrar das coisas quando estamos distraídos. Pode ser uma música que toca na rua, uma notícia que a gente não espera, um esbarrão na esquina. É nessas horas que a gente percebe que não viveu aquela vida sonhada,  apesar das pessoas incríveis, inteligentes, carinhosas e divertidas que cruzaram nosso caminho.

E nesses momentos de distração voltamos à vida que deixamos passar. E então nos sentimos plenos novamente, como um sopro de frescor que nos inunda por alguns instantes originando um bem estar indescritível.

A vida segue para todo mundo apesar do que deixamos para trás. Casamos com medo de ficar sozinhos, temos filhos, formamos uma parceria na vida com alguém que aprendemos a gostar e respeitar ao longo dos anos. Vivemos sob o mesmo teto. De certa forma somos felizes e seguros.

Porém o fato de saber que o outro existe nos ajuda nessa jornada. A simples ideia de lembrar que o outro está vivo nos dá forças para continuar.

Às vezes entendemos que o verdadeiro amor, com toda sua plenitude, tem muitos propósitos. O verdadeiro amor não se trata de ter filhos, viver romances, estar casado por toda uma vida. O amor que vivemos no passado, aquele inacabado, não testado e  perdido pode parecer fácil e até infantil para quem decide casar e ter uma vida sossegada e segura. Mas na verdade é a mais pura e intensa forma de amor que pode existir. O amor inacabado. E sem que a gente perceba carregamos esse fardo e queimamos por dentro sozinhos em nossos pensamentos mais secretos. Ousamos até falar timidamente sobre ele com um desconhecido sem esperar compreensão ou julgamentos.

Não podemos desperdiçar o tempo que nos resta e acordar daqui vinte anos arrependidos do nosso silêncio.

Que desperdício um amor não posto à prova!

Que desperdício deixar passar o amor inacabado.

Sugestão de filme: ‘Modern Love”, temporada 1 Episódio 2

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Stella Domênico

Escrito Por Stella Domênico

Coluna sobre a vida com textos cheios de opinião da conselheira de cultura de Águas Claras Stella de Domênico.

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