Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, não resistiu a lesões sofridas em briga; o agressor já estava preso preventivamente
O estudante Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, morreu na manhã deste sábado (7/2), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras. O adolescente estava internado em estado grave desde o dia 22 de janeiro, após se envolver em uma briga em Vicente Pires. A morte foi confirmada pelo advogado da família, Albert Halex.
Rodrigo havia sido socorrido com traumatismo craniano e permaneceu intubado desde a internação. Segundo a equipe médica, o jovem não resistiu às complicações decorrentes das lesões sofridas durante a agressão.
O principal investigado no caso é o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, que teve a prisão preventiva decretada em 30 de janeiro. Ele foi detido em casa e encaminhado à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires). Antes disso, Turra havia sido preso, mas liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 24 mil.
Dinâmica da ocorrência
De acordo com as investigações da Polícia Civil, a confusão teve início na noite de 22 de janeiro, após uma provocação envolvendo amigos dos dois jovens. Testemunhas relataram que o investigado teria arremessado um chiclete mascado em um colega da vítima, o que deu início a uma discussão e, posteriormente, à agressão física.
Imagens gravadas por pessoas que estavam no local mostram o momento em que Rodrigo é atingido por um soco e cai, batendo a cabeça contra um veículo estacionado. O adolescente ficou desacordado e chegou a vomitar sangue enquanto aguardava atendimento médico.
A nova ordem de prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Em coletiva, o delegado responsável pela investigação, Pablo Aguiar, apresentou informações sobre o andamento do inquérito e mencionou a existência de outros registros envolvendo o investigado. A defesa de Turra contestou declarações feitas durante a entrevista e afirmou que eventuais excessos serão analisados por vias legais.
Investigações e possíveis desdobramentos
Com a confirmação da morte de Rodrigo Castanheira, o enquadramento jurídico do caso deve ser revisto. A apuração, que inicialmente tratava o episódio como lesão corporal gravíssima, pode passar a considerar o crime de lesão corporal seguida de morte, previsto no artigo 129, §3º, do Código Penal. Nessa tipificação, a pena pode variar de quatro a 12 anos de reclusão.
A Polícia Civil informou que o inquérito foi relatado pela 38ª DP na sexta-feira (6/2) e segue sob análise do Ministério Público. Outros episódios envolvendo o investigado, noticiados após a repercussão do caso, também estão sendo apurados pelas autoridades.
Familiares e amigos de Rodrigo prestaram homenagens nas redes sociais e realizaram vigílias em frente à escola onde o adolescente estudava. A família pede justiça e aguarda os próximos encaminhamentos do processo judicial.







