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Delicadeza das Palavras

14/03/2018

| por:Natália Ribeiro

Somos livres para dizermos o que quisermos. Porém, a maneira como dizemos as coisas é que nos condena ou nos absolve. Usar a delicadeza para proferir palavras – sejam essas palavras para criticar ou elogiar – é a chave para uma boa convivência em qualquer ambiente. O dia em que a suavidade na conversa humana prevalecer, o destino da civilização mudará. Não haverá mais maus entendidos, tampouco guerras. Seremos todos bem sucedidos, bem resolvidos e bem amados. Não teremos mais esgotamento mental e utilizaremos melhor o nosso tempo – para lazer, para acalmar, para amar.

Eu mesma me condeno neste ponto. Escrevo este texto para ver se consigo melhorar. Já fui muito arisca com as palavras, já machuquei muita gente e já perdi grandes oportunidades por ser desbocada. Hoje em dia, embora um pouco mais contida, ainda tenho meus ataques de raiva, que geralmente resultam em palavras proferidas impulsivamente. Quando alguém me desafia ou contraria o meu ego, eu já logo penso em gritar, em usar palavras nada delicadas ou a chorar. Tento fazer exercícios de respiração, votos de silêncio e até mesmo saio do recinto, mas, nem sempre, essa medidas adiantam.

Se eu tivesse sido capaz de dizer uma palavra dócil ou de tentar me conciliar no momento adequado, talvez alguns relacionamentos meus tivessem durado mais, ou talvez algumas pessoas não tivessem sido tão machucadas como foram. Felizmente, não sou orgulhosa, e sei pedir desculpas quando preciso. No entanto, após tanta rispidez, nem mesmo um pedido sincero de desculpas consegue afagar um coração.

Mas eu fico feliz – e extremamente comovida – quando percebo que uma pessoa é capaz de ser pacífica e dócil – coisa que, para mim, é bem difícil.

Graças a esse tipo de gente, posso amanhecer em paz e viver uma relação que não será consumida pelo desgaste. Um dia, juro que aprendo a ser totalmente dócil, em benefício das pessoas que amo e em benefício de mim mesma.

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Natália Ribeiro

Escrito Por Natália Ribeiro

O que me fascina é o fato de poder mudar de ideia o tempo todo, sem ter vergonha disso. Sou metamorfose. Sou uma nova pessoa a cada segundo. Preciso, portanto, de reflexões sobre a vida. Não há conclusões certas ou erradas: há apenas filosofia. Vem comigo?

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