29/09/2017

| por:Patrícia Rebelo

CPMI da JBS convoca Janot e ex-procurador Marcelo Miller

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS aprovou na quinta-feira (21) a convocação dos empresários Joesley e Wesley Batista e o convite ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot para depor.

Foram aprovados convites e convocações de várias pessoas ligadas aos fatos apurados, entre elas, o ex-procurador da República Marcelo Miller e o procurador Ângelo Goulart Villela. Miller foi acusado de corrupção passiva pela Polícia Federal, por assessorar Joesley e Wesley na negociação com o Ministério Público Federal; Villela foi preso em maio no âmbito da Operação Patmos, da Polícia Federal, acusado de vazar informações para a JBS.

A CPMI investiga os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na última década à JBS e sua controladora, a J&F, da qual os irmãos Joesley e Wesley eram os principais acionistas. A suposição é de que condições favoráveis dos empréstimos teriam permitido à empresa formar um cartel no mercado de carne. A comissão também quer apurar as condições da colaboração acertada pelos irmãos Batista com o Ministério Público Federal.

Também foram aprovadas as convocações do ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho; do ex-diretor de Relações Institucionais da J&F Ricardo Saud, e de diversos executivos do grupo.

Deverão ser convidados a depor, conforme requerimentos aprovados, os ex-presidentes da Caixa Econômica Federal Maria Fernanda Ramos Coelho e Jorge Fontes Hereda.

Diferentemente de Janot, que pode recusar o convite e não ir à CPMI, as pessoas convocadas são obrigadas a comparecer, embora possam ficar em silêncio.  

Foto: Marcos Oliveira – Ag. Senado

O deputado federal pelo Distrito Federal Laerte Bessa (PR) faz parte da comissão e ressaltou a importância dos depoimentos para esclarecimentos dos fatos.

No calendário definido pelo presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), o primeiro a ser ouvido, na próxima terça-feira, 26, será o procurador Ângelo Goulart Villela, que atuou na Operação Greenfield e foi preso suspeito de vazar informações sobre as investigações envolvendo a JBS para o advogado Willer Tomaz, que representava o grupo. O próprio advogado também foi convocado e deverá depor à CPMI no dia seguinte, na quarta-feira, 27. No mesmo dia está programado o depoimento do ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho.

Por falta de quórum, 15 requerimentos de transferência de sigilo não foram votados, ficando para a próxima reunião da CPMI, na semana que vem. Os pedidos são relacionados às operações financeiras do grupo J&F, aos dados telefônicos de seus diretores e aos sigilos eletrônico, telefônico e bancário do ex-procurador Miller.

Com informações da Agência Senado

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