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Bohemian Rhapsody

31/10/2018

| por:Stella de Domênico

Fui assistir o filme que conta a vida de Freddie Mercury, o vocalista da banda inglesa Queen. O filme começa com o Show “Live Aid”, de 1986 realizado em Londres, que foi criado para combater a fome na África, justamente o continente de onde veio Farrouck Bulsara, o jovem imigrante nascido em Zanzibar (hoje Tanzânia) que se tornou um dos maiores artistas de todos os tempos.


A partir desse momento, o filme volta ao início da carreira do cantor, quando conquistou um lugar de vocalista em uma banda de bairro desconhecida, graças a sua auto estima, energia e talento.


Freddie Mercury arrastava multidões. Nunca vi um artista com tanto brilho em um palco.


Quando veio ao Brasil, em 81 no Morumbi e 85 no Rock In Rio, a banda Queen foi muito comemorada e produziu shows que foram icônicos. Freddie chegou a declarar que ficou impressionado com o calor e receptividade dos brasileiros, principalmente ao ouvir o ressoar de suas canções vindas do público alucinado pela figura dele.


O diretor do filme, Bryan Singer, não produziu nenhuma obra prima cinematográfica, porém o verdadeiro motivo da ida ao cinema é a oportunidade de estar e rever Mercury por pouco mais de duas horas. É isso que sustenta o filme. O ator Rami Malek, que dá vida à Freddie, fez a lição de casa direitinho e brilha. Ele não canta. Os vocais são do próprio Freddie e de um cantor cover, mas isso não desmerece o trabalho minucioso dele em momento algum. Os atores que dão vida aos parceiros de banda também impressionam pela semelhança com os originais Brian May, John Deacon e Roger Taylor (Gwillian Lee, John Mazzello e Ben Hardy respectivamente). 


O que eu gostei na direção, que às vezes se perde em tomadas sem necessidade, foi a opção do diretor de encerrar o filme com a energia de um show do Queen e não com a morte do cantor. Na sala que eu estava nenhum jornalista foi embora antes do último crédito subir. Impossível não se render a voz contagiante de Freddie, agora o verdadeiro, cantando “We Are The Champions”. Chorei. Saí da sala extasiada.

O sucesso da banda, que sobrevive até hoje com outro vocalista e ainda faz turnês mundiais, se deve, sobretudo, à Freddie, o artista que nos palcos era um monstro de talento e na vida privada um homem discreto. O que dizer do homem gay ainda apaixonado pela primeira namorada Mary (“Love Of My Life” foi composta pra ela) e que deixou parte dos seus bens para o grande amor? Um ser humano verdadeiro, autêntico, único. Um transbordar de talento. Nunca mais se viu nada parecido com Mercury.

O filme, super esperado pelos fãs, não vai decepcionar porque o que queremos é ter Freddie novamente por perto, cantando e dividindo aquela energia toda com a gente.

A estréia está prevista para o dia 1 de novembro.


Recomendo.

Stella de Domênico: stella.domenico@hotmail.com

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