in ,

Amor quando quisermos

17/01/2018

| por:Natália Ribeiro

É fácil trocar olhares, toques e até mesmo fluidos. O difícil mesmo é trocar medos, anseios e misturar as almas. Por que é tão fácil falarmos que amamos as coisas, mas tão difícil falarmos que amamos uma pessoa? Até podemos dizer, eventualmente, que amamos alguém, mas é quase sempre da boca pra fora. Quando realmente amamos uma pessoa, temos medo de falarmos e não sermos correspondidos. Entramos no joguinho do quem diz “eu te amo” primeiro. É uma luta. É um medo.

Fomos educados para não demonstrarmos sentimentos tão cedo, pois o “ideal” é ser difícil. Quem se mostra muito amoroso é logo taxado de frágil, de dependente. E, se tem uma coisa que nossa sociedade não aceita, é a dependência. Tudo tem sido projetado, cada vez mais, para famílias pequenas, para pessoas sozinhas. O atacado virou varejo. A mansão virou casinha. O apartamento virou quitinete. Vivemos cada vez mais isolados.

Não é mais aceitável pedir ajuda a alguém, não é mais aceitável se mostrar carente. Se estamos carentes, que tratemos logo de visitar um psicólogo e tomar uns remédios tarja preta. A vida não para. Não podemos nos dar ao luxo de viver com mais tranquilidade. Se nadamos contra a maré do consumismo, somos alienados. Se nadamos contra a obstinação por empregos estressantes e optamos por ganhar menos, somos doidos.

Querem saber? Não podemos agradar a todos. Nem mesmo Jesus Cristo conseguiu essa proeza. Aproveitem este início de ano para fazerem um detox na vida de vocês, alinhando exatamente tudo o que precisa ser jogado fora. Não tenham medo de nadarem contra a maré caso seja necessário. Cada um de nós é único. Só nós podemos saber o que vai nos fazer bem. E, se o que nos faz bem é nos entregarmos a um amor puro, dizendo “eu te amo” na primeira semana, o que importa? Chega de joguinhos e regras. Somos protagonistas das nossas histórias.

Instagram: @nataliaribeiro

Facebook: Natália Ribeiro

Twitter: natiribeiro95

Avatar

Escrito Por Natália Ribeiro

O que me fascina é o fato de poder mudar de ideia o tempo todo, sem ter vergonha disso. Sou metamorfose. Sou uma nova pessoa a cada segundo. Preciso, portanto, de reflexões sobre a vida. Não há conclusões certas ou erradas: há apenas filosofia. Vem comigo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Remoção de Árvore para Trânsito na EPVP

Remoção de Árvore para Trânsito na EPVP

Posto de Vacinação de Águas Claras Vacina Contra Febre Amarela

Teste!